Rebels on the Mov(i)e #2

O segundo “Rebels on the Mov(i)e” coincide com uma das semanas mais rebeldes e resistentes da história moderna, tanto para Portugal como para a Itália, que partilham incrivelmente o mesmo dia da libertação do Fascismo, embora em anos diferentes.

Por esta razão, só poderiamos dedicá-lo à resistência e ao antifascismo e tentámos propor um título que não só enfatizasse o 25 de Abril como o consagrasse como um dia institucional de memória. Para nós o 25 de Abril representa certamente a memória da Resistência ao fascismo, mas sobretudo representa as resistências diárias, feitas de lutas territoriais e sociais, contra o clima de ignorância, indiferença, medo e ódio que alimentam o fascismo moderno em todas as suas formas.

Este filme é um incrível elogio à dignidade humana, retirado de uma história verdadeira: uma cidade, que privada da sua liberdade individual e coletiva, se rganiza e se rebela contra os invasores nazis com todos os meios à sua disposição. Uma luta de disparidade abismal de meios onde o povo napolitano consegue libertar a cidade dos exércitos alemães antes da chegada das tropas aliadas.

Devemos partir novamente desta dignidade representada no filme, para podermos reconhecer o fascismo moderno que, como então, defende o privilégio de classe, mas que hoje se reveste de outros uniformes. Umberto Eco tinha avisado: “O fascismo ainda pode voltar com a sua aparência mais inocente. O nosso dever é desmascará-lo e apontar o dedo indicador para cada uma das suas novas formas – todos os dias, em todas as partes do mundo”. Devemos pois, partir novamente do conceito de anti-fascismo, já não como um slogan a ser cantado no único desfile do ano, mas como uma luta necessária a ser levada a cabo em todo o lado e todos os dias: nas ruas, nas casas, nos hospitais, nos locais de trabalho e nas escolas. Sempre apontando o nosso dedo para todas as formas de fascismo e tentando imaginar todos os futuros possíveis.

25 de Abril sempre, fascismo nunca mais!

O filme narra a humilde e heróica epopeia dos cidadãos napolitanos que, sem líderes e sem tácticas pré-estabelecidas, se viram unidos em Setembro de 1943 para travar uma batalha improvisada. Apesar de um “ridículo” e rudimentar armamento, graças à coragem das crianças do reformatório e dos idosos e ao envolvimento das mulheres, os insurgentes conseguem libertar a cidade dos nazis, antes da chegada das tropas aliadas.

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