Resgatar o Futuro – Não o Lucro Manifestação 17 de Outubro

No sábado, 17 de Outubro, vários colectivos e associações que subscreveram o manifesto da plataforma Resgatar o Futuro – Não o Lucro saíram à rua. Esta foi a segunda manifestação convocada pela plataforma. A primeira foi realizada no dia 6 de Junho.

Entrevistámos alguns colectivos, sindicatos e associações: Semear o Futuro; Resgatar o Futuro – Não o Lucro; SOS Racismo; PALVT – Plataforma Antifascista Lisboa e Vale do Tejo; Tás logado – Sindicato dos Trabalhadores dos Call-Centers.

Vimos exigir medidas de emergência para uma situação de emergência. As medidas de emergência devem ser medidas para salvar as pessoas e para salvar o clima, através da criação de um plano de empregos públicos para reforçar o serviço nacional de saúde, para reforçar a habitação, para garantiar direitos básicos para todas as pessoas” Resgatar o Futuro – Não o Lucro.

O mesmo governo que toma decisões sobre uns aspectos é o mesmo governo que toma decisões sobre outros, o governo que insiste em fazer o aeroporto do Montijo e portanto meter mais aviões a circular apesar de saber que isso contribui para o aquecimento global é o mesmo governo que se recusa a proibir os despedimentos que é o mesmo governo que se recusa a ter uma política de habitação justa“, “Então ganhamos em estar todos juntos nestas várias lutas” Semear o Futuro.

Apesar da pandemia temos de sair às ruas para pressionar os governos a tomarem políticas que vão ao encontro das nossas necessidades enquanto sociedade no seu todo“, “Acho que é extremamente importante os sindicatos envolverem-se nas lutas sociais porque de facto ficarem só pelas lutas laborais acaba por ser uma visão muito reduzida do que são os direitos, que os trabalhadores devem ter porque há questões que podem afectar indirectamente as questões laborais.” Tás Logado?

Mobilização Climática Global

Na sexta-feira, 25 de setembro, a Greve Climática Estudantil saiu à rua para responder “ao apelo internacional para a realização de uma Mobilização Climática Global“. 
Estivemos com Mourana Monteiro da Greve Climática Estudantil que nos falou sobre as razões e as propostas desta mobilização.

“O ambiente também inclui o ser humano, então medidas que são sustentáveis mas que não têm em conta as pessoas são medidas que não são sustentáveis”, “Nós queremos que nesta transição energética justa exista uma requalificação das pessoas trabalhadores dos sectores poluentes (Campanha Empregos para o Clima)”.


Respondendo ao mesmo apelo o GAIA Alentejo, o Movimento Alentejo Vivo, e a Associação Ambiental Amigos das Fortes também saíram às ruas de Beja para “uma acção pelo mundo rural” em frente à Câmara Municipal da cidade de Beja (Travar o Ecocídio).

Rebels on the Mov(i)e #16 | Bacurau

Os moradores de uma pequena povoação do sertão brasileiro, chamado Bacurau, descobrem que a comunidade já não consta em nenhum mapa. Aos poucos, percebem algo estranho na região: enquanto drones passeiam pelos céus, estrangeiros chegam à cidade. Quando carros se tornam vítimas de tiros e cadáveres começam a aparecer, Teresa, Domingas, Acácio, Plínio, Lunga e outros habitantes chegam à conclusão de que estão a ser atacados. Falta identificar o inimigo e criar coletivamente uma forma de defesa.

Rebels on the Mov(i)e #15 | A Terra Treme

O pescador ‘Ntoni Valastro e a sua família vivem e trabalham em Aci Trezza, explorados por comerciantes de peixe e vivendo na profunda miséria. Cansado de sofrer o abuso dos comerciantes, ‘Ntoni incita os outros pescadores a revoltarem-se contra a situação opressiva que se tornou intolerável. Os colegas, convencidos pela proposta do ‘Ntoni, provocam motins. Determinado a criar o seu próprio negócio, ‘Ntoni hipoteca a casa e compra um barco só para si’. 
Em ‘I Malavoglia’ de Verga, Visconti desenha um filme que aborda o documentário (os actores são verdadeiros pescadores que falam em dialecto) e acentua os tons ‘políticos’ da história, divididos entre realismo e pessimismo contemplativo, conduzindo o neorealismo a resultados de refinada estética.

Rebels on the Mov(i)e #14 | Looking For Eric

Eric (Steve Evets) é um carteiro de Manchester com uma grande paixão pelo futebol e um fã incondicional do campeão francês Eric Cantona. Porém, a sua vida não corre muito bem. Os remorsos se um erro cometido muitos anos antes, quando abandonou a sua amada Lily (Stephanie Bishop) e a sua pequena filha Sam (Lucy-Jo Hudson), assaltam-no constantemente.

Eric vive com os dois filhos de uma esposa que partiu, Ryan (Gerard Kearns) e Jess (Stephan Cumbs), dois rapazes bastante confusos, especialmente Ryan, o mais velho, que se relaciona com bandidos perigosos. Pouco a pouco, no entanto, a sua vida acalma, contacta Lily, fala com ela e tem a oportunidade de esclarecer as coisas.

Os seus amigos no trabalho e no estádio ajudam-no muito, mas o crédito principal do seu renascimento é de Eric Cantona, que ele imagina ser o seu guia moral, a pessoa que se senta ao seu lado e o aconselha, representando o único ponto de apoio real para se levantar.

Uma Paciência Selvagem

“Uma paciência selvagem é uma hora e pouco de música (e algumas palavras), dedicada à electrónica experimental feita por mulherxs, para acabar com a domesticação.”

Por Filipa Cordeiro.

https://www.mixcloud.com/radio-gabriela/uma-paciência-selvagem/

Tracklist:
Raw Forest – One Night at Google Valley
Cátia Sá – Deusa da Poda
Abençoada – Institutional Emptiness (feat. Rene McBrearty)
Odete – Mom I’m Not Eating
Sukitoa O Namau – Good Boy
Hüma Utku – Truth from the Deepest Source
Metamorphosis – VICOD-91
Kastrata – It’s Only Paranoia
Glandulas Syntax – Saliva
Maia Koening – Organicalterna
Calhau! – Bófiacult
Bartholins Glands – Printed Circuit Maze
Jejuno – Becos [unreleased]

Pademónio Grandíssimo Live – Emissão #17

Último Pandemónio Grandíssimo Live da temporada!
O primeiro quiz radiofónico das nossas vidas!

É verdade, babies, estivemos aos microfones, tudo à molhada, para nos despedirmos da primeira temporada de Pandemónios. A Rádio Gabriela vai continuar a lançar maravilhas durante o Verão, a propor discussões, leituras, filmes e trabalhos multi-disciplinares, mas o Pandemónio só voltará lá pra Setembro.

Para a despedida, preparámo-vos um mega Quiz radiofónico!

Vais ainda poder ouvir aquela conversa de associação que escreve com X que te faz tanta falta e podes contar com as sugestões para o Verão de Franco Tomassoni, Pedro Ferreira, Laura Almodovar, Antonio Gori, Fannie Vrillaud, Claudio Carbone, Marco Allegra, Catarina Carvalho e Pedro Rodrigues.

Rebels on the Mov(i)e #13 | Aguenta-te, Canalha!

Este filme já estava na lista de espera para ser lançado na nossa série Rebels on the Mov(i)e, e esta semana, após a perda do mestre Ennio Morricone, sentimos que o devíamos publicar já, dada a fantástica banda sonora gravada para o filme. “Sean, Sean, SEAN!”
Já desde os primeiros dez minutos é claro porque quisemos apresentar este filme: um contraste de classe cheio de ódio racial leva o protagonista a pilhar a carruagem burguesa e a dar uma lição de vida às várias figuras presentes.

Um filme do realizador que deu a forma definitiva ao “western-spaghetti”. Mais uma vez, Sergio Leone constrói uma história onde nada é o que parece. No entanto, “Aguenta-te Canalha!” é um “western” diferente, mais político, passado em plena revolução mexicana. Mas também contém muita acção, com Juan Miranda (Rod Steiger) a roubar bancos para libertar presos políticos mexicanos com a ajuda de John Mallory (James Coburn), um terrorista irlandês que tenta fugir ao seu passado — uma equipa estranha mas eficaz.

Rebels on the Mov(i)e #12 | Down By Law

Jim Jarmusch cria, em Down By Law, um alegre encontro entre três amigos devido a uma estadia forçada numa cela prisional em Nova Orleans. Os três têm diferentes origens sociais: Jack (John Lurie), um chulo, enfrenta a prisão por exploração de prostitutas, Zack (Tom Waits), um DJ, que acabou na prisão graças a uma luta e, por fim, Roberto (Benigni), um turista italiano, preso por um erro judiciário.

Roberto, com o seu temperamento cómico, vai encontrar pontos improváveis de convergência semântica para conversar com os outros dois. O resultado serão diálogos realmente grotescos e deliciosos, sempre na linha ténue que separa o grotesco teatral do absurdo e com uma forte vertente irónica: “I scream, you scream, we all scream for ice cream”.

Isto até Roberto encontrar uma passagem que permite aos três sair das suas celas e atirar-se de novo para o mundo real. Será uma oportunidade para tomar um pedaço da estrada juntos, partilhando ansiedades, planos e esperanças para o futuro. Daunbailò é uma máquina de disparates e humor durante este trajecto que explode do ecrã de forma hilariante. Um encantador road movie em que o diálogo e o elenco fazem quase metade do trabalho para Jim Jarmusch.

Rebels on the Mov(i)e #11 | Nazaré

Em Portugal, durante o Estado Novo, era difícil produzir filmes sob o clima de censura. Por esta razão, não se desenvolveu um verdadeiro movimento neo-realista em Portugal como noutros países europeus. Manuel Guimarães é um dos poucos realizadores que, apesar do regime fascista, tentou várias vezes representar o povo português através do cinema sem enfatizar os seus ideais nacionalistas.

Nazaré é um filme fantástico deste ponto de vista e um achado raro que nos mostra o quotidiano daquela realidade de pescadores nos anos 50 que, apesar dos mais de 40 minutos de cortes ao filme e discursos dobrados pela censura, ainda consegue mergulhar-nos nessa realidade agora perdida no tempo.

Um filme que retrata a história desta comunidade piscatória pobre da Nazaré, as suas tragédias, conflitos e dramas colectivos. António e Manuel Manata são dois irmãos pescadores muito diferentes. Um é forte e valente e o outro fraco e cobarde. A mulher de António sonha em construir uma casa e vai juntando pedra para a erguer, mas o dinheiro da pesca nunca chega para isso. Manuel tem uma relação de amor-ódio com o mar. Para mostrar a todos que é um bom pescador, reúne um grupo, pede um barco emprestado e lança-se ao mar em busca do seu sustento e para vencer os seus medos.