Canções de Luta

Canção de Luta #12 “La mala reputación”

“La mala reputación”, na voz de Paco Ibañez, é a versão em castelhano da canção original de George Brassens. Uma canção proibida nos anos 50, que se tornou uma canção de luta pela liberdade e contra a censura, sempre «fora do rebanho», em qualquer das dezenas de versões que teve. Aqui passamos por algumas.

Canção de Luta #11

“Dança do desempregado”, de Gabriel o Pensador. Uma denúncia sarcástica e bem humorada de uma das doenças crónicas da sociedade capitalista, o desemprego.

Canção de Luta #10

«Papuça» de José Afonso, do seu disco «Como se fora seu filho». Canção de réplica (como o Zeca um dia chamou às suas canções), anti-conformista, com ecos do movimento revolucionário do pós-25 de Abril. A revolução é pra já.

Canção de Luta #9

«Primavera nos dentes», dos Secos e Molhados, uma das canções que desafiou a ditadura militar brasileira. Uma pedrada no charco no Brasil em 1973.

Canção de Luta #8

“La Cocinerita”, de Víctor Jara, numa versão recente de uma banda rock portuguesa. Uma canção popular de 1966, uma das primeiras a serem gravadas pelo cantor revolucionário chileno assassinado em 1973.

Canção de Luta #7

“Penn Sardin”, da cantora e compositora Claude Michel, em homenagem às conserveiras de Douarnenez e à sua histórica greve vitoriosa, em França. Uma canção onde ecoa a inspiradora luta destas mulheres trabalhadoras da Bretanha.

Canção de Luta #6

“Canzone triste”, com texto de Italo Calvino, cantada por Margot, do grupo Cantachronache, um projecto de recolha e criação de música de intervenção e crítica social, nascido nos anos 50, que marcou o trajecto da canção política europeia do século XX.

Canção de Luta #5 “Gorizia”

“Gorizia”, canção antimilitarista do início do século, levantou grande polémica em Itália nos anos 60 quando voltou a ser cantada no Festival de Spoleto por Michele Straniero no espectáculo “Bella Ciao”. Feridas da Primeira Grande Guerra Mundial que esta canção reabriu. Pelo Coro e Banda della Scuola Popolare di Musica di Testaccio.

Canção de Luta #4

“Which Side Are You On?”, na versão de Billy Bragg. Uma canção-pergunta que viajou no tempo e foi dirigida a diferentes grupos. À polícia? Aos jornalistas? A toda a gente?

Canção de Luta #2 “Blessed are those who struggle” The Last Poets

Canção de luta #2 “Blessed are those who struggle” – The Last Poets.Uma canção de homenagem a quem lutou (e luta) contra a escravatura, a opressão, a discriminação e o apartheid, lançada em 1977 pelos The Last Poets, um grupo de arte e acção – através da poesia e da música – com uma históriaContinue a ler “Canção de Luta #2 “Blessed are those who struggle” The Last Poets”

Canção de Luta #1 “It isn’t nice”, Malvina Reynold

Canção de Luta # 1: “It isn’t nice”, de Malvina Reynolds. Uma canção sobre a necessidade de desobedecer perante as injustiças, de uma grande compositora norte-americana empenhada nas lutas pela emancipação em todo o mundo. Primeira «canção de luta» de uma série que aqui publicaremos.

Canção de Luta

São canções que, à sua maneira, tomaram posição e participaram nos combates contra as injustiças do seu tempo. Canções que viajaram no tempo (e no espaço) e que guardaram uma força emancipatória, úteis agora de novo para os difíceis tempos que correm. Cantos de resistência, de testemunho, de liberdade, de entusiasmo. Músicas satíricas ou de crítica aos poderes instalados. Canções de protesto, de revolta ou de paixão revolucionária. Um pequeno comentário acompanha cada canção de luta, para expor as suas motivações, a sua energia transformadora e a sua actualidade.